LEVANTAMENTO MOSTRA A EVOLUÇÃO DA COVID-19 NA REGIÃO

 

O Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da AMAU – Associação de Municípios do Alto Uruguai, vem realizando um levantando a nível regional, para subsidiar as estratégias e futuras ações de enfrentamento a Covid-19.

O comitê vem monitorando 34 municípios (32 da AMAU, mais Nonoai e Rio dos Índios, da Região 16 – Alto Uruguai Gaúcho), mediante informações oriundas das próprias secretarias de saúde.

Estão sendo alvo de análise, na periodicidade de três vezes por semana (segunda, quarta e sexta-feira), os seguintes indicadores: casos positivos, recuperados, ativos, taxa de recuperação, óbitos, taxa de letalidade, disseminação per capita, municípios com casos e sem casos, surtos estabilizados, municípios sem internação e óbitos, entre outros.

Também observa a taxa de ocupação das alas Covid dos hospitais Santa Terezinha e Caridade, e dos 10 hospitais regionais que possuem leitos para internação clínica de Covid.

MUNICÍPIOS:
Decorridos 141 dias de epidemia regional (19/03 a 06/08) todos os municípios da Região 16 apresentaram casos positivos para o novo coronavírus. Atualmente são 2.570 casos que testaram positivo ao vírus. Dos 34 municípios, 05 não apresentaram mais casos nos últimos 14 dias: Erebango, Ipiranga do Sul, Três Arroios, Paulo Bento e Erval Grande, mantendo o quadro estabilizado.
Do total de 34 municípios, 13 cidades apresentam de 01 a 03 casos ativos, o que é um número importante, porque demonstra que os serviços de saúde locais e regionais estão conseguindo realizar um bom enfrentamento da Covid 19, pontua Arpini.
E 4 municípios, do universo de 34, possuem mais de 10 casos ativos: Barão de Cotegipe, Charrua, Erechim e Nonoai.

TAXA DE RECUPERAÇÃO:
Segundo o último levantamento a região possui 2.274 pessoas que se recuperaram da Covid, o que dá um a taxa expressiva de 88,48%. A taxa de recuperação do Estado está na ordem de 89%, semelhante à da Região 16.

CASOS ATIVOS:
Talvez esse seja o indicador mais relevante da região 16, argumenta Arpini.
Atualmente a região possui, apenas, 266 casos ativos, para um universo de 34 municípios, aproximadamente 240 mil habitantes. Estamos percebendo que esse indicador se mantém estabilizado nos últimos levantamentos, com pequenas oscilações, como no período em que o município de Erechim realizou uma medida de enfrentamento através da realização de centenas de testes rápidos, o que elevou o número de casos ativos. “Essa situação pontual já foi equacionada, considerando que boa parte dos que testaram positivo eram assintomáticos e já venceram o período de quarentena”, argumenta Arpini.
Com exceção desse período específico (17/07 a 24/07) verificamos que o número de casos ativos mantém uma regularidade baixa, o que é um indicador importante a ser considerado.

ÓBITOS:
Infelizmente percebemos que a região 16 apresenta 30 óbitos, espalhados por 11 municípios. No início da avaliação os óbitos se concentravam no município sede e em Nonoai, e hoje percebemos que os mesmos vêm se alastrando pelo mapa regional (Nonoai, Erechim, Charrua, Viadutos, Barão de Cotegipe, São Valentin, Campinas do Sul, Quatro Irmãos, Estação, Getúlio Vargas e Sertão).

TAXA DE OCUPAÇÃO:
Esse indicador tem sido avaliado com muito critério. Até o presente momento, decorrido mais de cinco meses da epidemia na região, a taxa de ocupação nunca ultrapassou o quantitativo de 50% da capacidade instalada, tanto para internação em UTI e leitos clínicos.
Estamos verificando oscilações nas ocupações hospitalares, mas sempre abaixo do percentual de 50%. Se analisarmos os três últimos levantamentos (31/07, 03/08 e 08/08) verificamos que houve um aumento nas internações, principalmente em leitos de UTI, que subiram de 17,39% para 34,78% e, agora, para 43,48%, num acréscimo de aproximadamente 150%. Nessa semana vamos avaliar se essa situação é momentânea ou uma tendência de subida, pondera Arpini.

Com relação aos leitos clínicos, verificamos que decrescemos de 21,95% para 17,07%, o que é um indicador muito bom.
Em que pese nossos indicadores serem satisfatórios para o período de aproximadamente cinco meses, o momento não permite relaxamento por parte dos atores envolvidos no processo, lideranças, autoridades de saúde e profissionais de saúde e comunidade em geral. “Ainda a nossa melhor ferramenta é a prevenção, tendo em vista que não há no momento imunização para a Covid”, argumenta Arpini.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: